quinta-feira, fevereiro 7

Os três que Pê

O Fim,
E a confusão de sentidos, qual sinestesia. O encanto do acaso e da sua música odorífera. O prazer de passar a mão apenas pela textura. Confusão. A divisão em partes: duas. O elogio que me é devido e obrigatório (por inversão). E não são três, infelizmente, antes quatro. Quatro almas. Cada uma com a sua "magia" (lida em espanhol), a visão única.
O génio e a quase incompreensão, a dificuldade no convívio. O engrandecimento por tudo aquilo que aprendi. A doçura. O rosto alvar. A língua de seda e o colar que torneia o pescoço eterno. A anamnese do som, com e sem dentes. A trinca sublime de um estado febril. Ah, velha doçura...
A loucura da arrumação dos destinos. Panos cobertos de sensibilidade. A força oculta nas faces tolhidas mas nunca vergadas. Galhardia em tempo de meras amostras. O silêncio do recolher. Voz. Nome. Monossílabo. Pesar. Tristeza. Saudade. Falta imensa. Fidelidade terrena. Fruto que recolhemos, no hoje, no agora. Tributo à alma e ao espírito. Que falta nos faz...
É com isto que pretendo terminar; dar por concluída uma fase, somente. O epíteto. Considero ser um profundo diletante. Um amante daquilo que percorre o meu interior. O prazer do saboreio. O degusto. O aprofundamento necessário (não mínimo) ao sentimento. O domínio. A ambivalência. Não posso cingir-me a isto ou a aquilo, ao aprofundamento do que é parcial. Um. Dois. Vários. Nesse sentido, sou incompleto.

1 comentário:

Anónimo disse...

Neste Mundo observo um fenómeno engraçado e ao mesmo tempo deprimente: o desespero dos superficiais que que se escondem sob formas sem conteúdo...E é ver como se desdobram em palavras eloquentemente vazias, áridas de verdadeiro sentido. O motivo não é para mim mistério: falta de humildade. É pena ver um desperdício de tanto palavreado..

Anciã