Desvirtuado sentido. Imobilidade do medo. Perpétuo sabor a insatisfação na boca. Incapacidade em olhar e sentir o gosto pelo momento. Saudade. Não sinto falta de ninguém. Ou de nada. Ou dos alguéns que são nadas. Esses «obrigadas» vácuos e inocentes. Pó. Se o elixir continua dentro de mim, porquê (para quê) querer pintar as cores do meu rosto e do meu corpo com as tintas que secaram? A linearidade do corte do machado, a ríspidez do golpe, a longitude do adeus que não se esquece porque nunca se pronunciou. Não existe. Não houve olá. Sou incapaz. Com transcendência ou não. Sentimento ou não. Verdade ou não. Momento, apenas. É prazer. Prazer sem a carne que não desejo. Nunca.
quarta-feira, dezembro 19
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
3 comentários:
pirou...
Seria tudo tão mais fácil se as pessoas conhecessem e percebessem o que vai no interior de cada um!
vou lendo ;-)
Gostei do "pirou",lol.
Não negas a tua essência! De louvar!
Enviar um comentário