segunda-feira, novembro 19

Subversão

Sentimentos que se explicam não são sentimentos. São realidades quebradas por momentos inexplicáveis. Um mero frio interior de desconhecimento apioado por uma letargia insane; pavor medonho, como um sono comandado pelo receio sentido quando se teme perder aquilo que não foi conquistado, ainda. Uma mera projecção. O culto do invisível que transpira para lá do membro esfíngico. Uma alegria tímida, exterior. A química entre o nosso corpo e nós próprios. A fusão da alma perene. Confusão de sons imperceptíveis. Cacofonia. Grito estridente de perturbação. Escrever linhas de desespero quando o que submerge sobrevive.

5 comentários:

Anónimo disse...

"pavor medonho, como um sono comandado pelo receio sentido quando se teme perder aquilo que não foi conquistado, ainda. Uma mera projecção." Que natureza é esta a nossa em que projectamos tanto, para logo a seguir nos desiludirmos? Não seria melhor aceitar as coisas como elas são e ponto final?

Anónimo disse...

Assumir, assumir, assumir...
Nada mais precário.
O problema não está na "desilusão".
Está na projecção.

Anónimo disse...

Se tudo isso não fosse sentido dessa forma, não seriamos humanos.
O inevitável não é evitável.

Anónimo disse...

Claro que o problema está na projecção. Por isso há pessoas que são mais felizes que outras, porque simplesmente não esperam muito dos outros.

"Primeiramente, se nos sentimos magoados, aborrecidos, irritados e frustrados sem que essa tenha sido a intenção do outros, a culpa é de nossa sensibilidade. Estão nessa situação os sentimentos de humilhação que experimentamos quando nosso orgulho é ofendido. Ora, estamos falando de nosso orgulho. Ou nos sentimos magoados quando achamos que não estamos sendo gostados o tanto que gostaríamos de ser gostados. Ora, a quantidade que gostaríamos de ser gostados é nossa pretensão, portanto, de nossa exclusiva responsabilidade. Ou nos sentimos frustrados porque o outro não satisfaz nossas expectativas. Ora as expectativas são construídas por nós, portanto, de nossa autoria."

Anónimo disse...

Não tem a ver com o que esperamos dos outros. Tem a ver connosco. Com o nosso reflexo neles mesmos.
Essa é a projecção.