Cada história, cada filme, cada pequeno pedaço de vida sobrecarregado de dor, sofrimento, doença, separação. Morte. Entendemos as grandes obras como legados de experiências que nos magoam profundamente, que nos fazem chorar ininterruptamente até sermos incapazes de decifrar a palavra seguinte, tão embaciado o nosso olho fica. E, no fundo, havendo morte ou reconciliação, superação ou desilusão, sorrimos. Que capacidade tem quem escreveu isto! Mas… porquê? Porque reproduziu o quotidiano? Porque nos deu aquilo que enche e afoga a alma fatalista? Ou porque nos fez perceber, por instantes, breves, que somos apenas humanos? Um mero pedaço daquilo que acabámos de ver ou ouvir. Uma lágrima. Um triste fim.
quarta-feira, novembro 14
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2 comentários:
Eu diria, porque é principalmente a dor, o sofrimento, a doença, a separação e a morte que nos faz aprender e nos torna mais fortes. E aproveito para colocar a pergunta: e porquê não as alegrias?
Porque em registo real ou imaginário precisamos de emoções. Sem sentir nada significa! E necessitamos de polaridade de emoções...caso contrário não seríamos capazes de discriminá-las. Precisamos da dor profunda para sentir êxtase, de tristeza para perceber a alegria, de tormento para sentir paz...
E se a nossa vida não se pautar por suficiente diversidade emocional sugamos a alheia...real ou imaginária...desde que com particular capacidade de expressão.
Saudade.
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