Lápis em-punho e segredos escondidos na flor dos lábios humede- cidos. Sentir os minutos da noite que se sucedem em cavalgadas emudecidas de confissões não reveladas. A noção de que a palavra destino é inexistente no léxico prolixo que cresce em direcção ao rio. Não me canso de olhar nem consigo parar. Não quero. Não posso. Os veios da madeira que sustém os meus braços; talhos de carne putrefacta; loucura sane. A única saída é ser incompreendido; sim, procurar essa música como refúgio da guerra que lá fora estala. Saber o que rumina. Degolar a melodia e reter o que é lírico. Linhas. Linhas de mil sonhos. Sonhos pueris.
sábado, outubro 6
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1 comentário:
"A única saída é ser incompreendido..."
O problema de quem nos cerca é não querer ver. Alguém dizia e bem "..pior cego é aquele que não quer ver..."
A compreensão dos demais não é de todo importante. Não temas por ser aquilo que és. Essa é a tua "substância" o teu "perfume". A realidade está aos olhos de cada um. Fácil de ver, por vezes, dificil de entender.
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