terça-feira, agosto 28

Palavras de medo

Teme-se quando se ama. Teme-se dizer que se ama. Distinguem-se palavras e verbos, tempos e conjugações. Limita-se o espírito e o alcance dos sentimentos. Receia-se perder parte do amor que se tem por já se ter amado alguém que, entretanto, se deixou de amar... O amor não se perde!, multiplica-se; apreende-se - aprende-se, na verdade. Tal como os odores, todos eles únicos. Nunca saberemos se o amor durará uma semana, um mês, um ano, ou uma vida inteira. E para que serviria saber? Para vivermos infelizes? Obcecados? Resta-nos, simplesmente, amar. Amar sem limites, sem concessões. Amar sem a certeza do amanhã. Amar.

2 comentários:

Anónimo disse...

“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.”
Carlos Drummond de Andrade

Anónimo disse...

É muito fácil dizer que se ama, mas quantas dessas vezes se sentiu isso na plenitude? como um verdadeiro sufoco, uma necessidade extrema de transmitir isso à outra pessoa! Amar é uma experiência fantástica, e quando bate, bate mesmo forte, pouco mais importa … Sentimo-nos vivos por dentro!!!

Tiago Vieira