O mundo é uma roda imensa. Eu, uma engrenagem. Já me senti menos parte do todo; já julguei ser esse «todo». Desejei, ao longo de vários anos, perceber as pessoas - saber porque são como são e não de outra forma; entender por que motivo agem como agem, entender o que sentem e porquê. Nesse sentido, pretendia «entrar dentro delas». Hoje, deixei as obsessões. Levo tudo num sorriso bucólico e folgazão. Não me preocupo mais. Sei que as pessoas sofrem por não se conhecerem, por não saberem lidar com os sentimentos, por serem mesquinhas, e por gostarem de sofrer. Eu não. Eu ultrapasso. Não assumo. Sei viver comigo.
sexta-feira, agosto 31
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2 comentários:
Uma vez alguém disse: “ Tenho a náusea física da humanidade vulgar!”. Foi me impossível dissipar tal afirmação da minha memória dado o impacto que ela causou no meu interior! Um tiro demasiado certeiro!
Vivo atormentada com esse mal crónico!
Ainda há quem se espante de eu preferir estar sozinha.
Não partilham o amor que eu tenho pela solidão. Evito deixar poluir-me e exasperar-me com o contacto contínuo com seres vazios de tudo.
Sigo piamente as palavras de um autor, (cujo nome é ignorado pelo meu bloco de notas) e que passo a citar: “Não caias nessa doença do carácter que tem por sintomas a falta de firmeza para tudo, a leviandade no agir e no dizer, o atordoamento,...: a frivolidade, numa palavra.
Essa frivolidade, que - não o esqueças - torna os teus planos de cada dia tão vazios ("tão cheios de vazio"), que se não reages a tempo - não amanhã; agora! - fará da tua vida um boneco morto e inútil.”
"Sei viver comigo", este é o ponto de partida para tudo o resto, ou seja, para tudo aquilo que possamos ter que enfrentar ao longo das nossas vidas!
O saber viver consigo poder-se-á assemelhar à construção de uma casa. Se a base, os alicerces não tiver sufiente sustentabilidade nunca poderá dar origem a uma boa casa!
C.C.
Caiam mil ao teu lado e dez mil à tua direita, tu não serás atingido.
Nenhum mal te sucederá, praga nenhuma chegará à tua alma porque a razão da tua existência, és tu mesmo.
Felizes os que de ti tiram proveito.
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